| uma das minhas reprodutoras |
terça-feira, 19 de julho de 2011
pineapple ...
quinta-feira, 14 de abril de 2011
sexagens...
| P. molinae turquesa opalina |
andava um bocado na dúvida em relação ao laboratório onde deveria fazer este ano as sexagens... na verdade, não me apetecia nada voltar a recorrer a laboratórios manhosos com tácticas e desculpas sempre à medida da sua conveniência.
na minha opinião, a Exon deixou muitas saudades... não me refiro apenas ao preço, mas principalmente ao profissionalismo e atendimento ao cliente. ficou um vazio, preenchido passado pouco tempo.... mas eu pessoalmente detestei (apesar que acredito que possa ter tido azar). A gota de água, foi que além de nunca ter recebido os certificados em papel.... há uns dias precisei de ir consultar os resultados na minha conta, e eles simplesmente já não estavam lá. Não vou mencionar o laboratório em questão, porque não vejo necessidade... nem quero!
independentemente de tudo isso.... não me apetecia nada esperar sempre um mês ou dois, para ter os resultados das sexagens das minhas crias.
entretanto, já no final da época passada, tive oportunidade de experimentar os serviços desta empresa portuguesa:
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
criando... agapornis personatus
1 - Há quantos anos te dedicas a esta espécie?
Comecei a criar esta espécie á 2 anos.
2- classificas estas aves de resistentes ou frágeis?
São aves muito resistentes, faço criação no interior mas como é uma zona de muito frio tem dias que a temperatura interior chega aos 3 graus e às vezes menos e mesmo assim é muito difícil ter alguma baixa no plantel.
3 - na tua opinião, quais as principais qualidades e defeitos que a caracterizam?
São aves muito resistentes, dá gosto ver a forma como constroem o ninho, e cuidam dos seus filhotes, o que pode ser chamado de defeito que para mim não é defeito é o barulho que eles fazem.
4 - que medidas de gaiolas e ninhos consideras serem razoáveis?
As medidas das minhas gaiolas de criação são 60cmx40cmx40cm e os ninhos como gosto deles grandes utilizo 30x20x20, os ninhos são colocados pelo lado de fora, para ficar com mais espaço no interior das gaiolas e assim facilita-me a verificação dos mesmos.
5 - podes-nos dizer no que consiste uma alimentação que consideres adequada para
estas aves?
Como alimentação utilizo uma mistura de sementes própria para agapornis sem girassol, só lhes forneço girassol quando estão nas voadeiras, quando estão a criar dou-lhe também sementes de pombas demolhadas ou germinadas, tem sempre papa amarela à disposição tal como grit e osso choco, sempre que posso dou-lhes frutas e verduras.
6 - achas necessário ou aconselhável possibilitar a esta espécie algumas horas de luz solar directa?
Sim é aconselhável, mas infelizmente não posso dar isso aos meus agapornis.
7 - utilizas luz artificial?
Sim utilizo. No interior das minhas instalações não tem a luz natural suficiente.
8 - em relação à criação, em que altura começas e terminas?
Começo a criação no início de Setembro e termino após terem feito 2 ou 3 criações, isto é mais ou menos no mês de Maio.
9 - quanto à escolha dos teus reprodutores, quais as características que tens mais em conta?
Na selecção das minhas aves tento escolher sempre as mais próximas do Standard de exposição, que neste caso é um bom porte, cabeça preta bem marcada sem laranja no peito e um colar amarelo em toda a volta do pescoço, isto na cor selvagem. Nas mutações tem de ser sempre respeitadas as características da cor selvagem.
10- em que casos recorres à consanguinidade para formar os teus casais?
Nunca recorri.
11 - nesta espécie, quais os perigos ou detalhes que requerem mais atenção durante a época de criação?
Não tenho visto nada que possa ser considerado perigoso. Os cuidados que costumo ter são os normais na época de criação, o que faço com muita frequência é verificar os ninhos.
12 - que mutações ou linhas, te agradam mais trabalhar? Porquê?
Gosto de todas as mutações, mas a cor selvagem é a que mais gosto de criar. Porquê? É uma questão de gosto.....
13 - por norma deixas ficar o ninho todo o ano, ou retiras após a criação?
Sim, retiro sempre após a criação.
14 - fora da época de criação, tens por hábito aloja-las em voadeiras mais espaçosas, ou permanecem todo o tempo na gaiola de criação?
Quando termina a época de criação mudo todos os casais para voadeiras grandes onde elas possam voar e assim recuperar para a próxima época de criação.
15 - tens por hábito apresentá-los nas exposições?
Ainda não posso considerar um hábito, visto que este é o primeiro ano que me dedico às exposições.
16 - qual o teu método de preparação para que as aves se encontrem no seu melhor, durante uma exposição?
A preparação que fiz foi, antes 2 meses do início das exposições retirei as aves escolhidas das voadeiras, fiz uma verificação detalhada as aves, tipo ver se tem as penas todas se tem penas partidas e caso tenham devem ser retiradas para poder vir as novas a tempo das exposições, verificar se faltam dedos ou unhas, após passar este teste são colocadas em grupos muito reduzidos e em gaiolas mais pequenas durante um mês, para daí sair as eleitas para exposição essas são colocadas em gaiolas idênticas às de exposição. Nesse último mês dou-lhe alguns banhos e de minha parte ficam prontas para expor.
17 - tens alguma história, alegria ou tristeza, ou mesmo algum episódio caricato que possas partilhar, decorrente da tua criação desta espécie?
O que tenho para partilhar com vocês é o seguinte:
Um dos meus casais de personatus estava no choco e tudo corria normalmente, estava a chegar o dia de nascer e como normalmente verifico os ninhos no mínimo uma vez por dia, como esses estavam para nascer verifiquei-o de manhã e ainda só tinha ovos, verifiquei na hora de almoço e estava tudo igual ao fim do dia fui espreitar novamente e fiquei preocupado pois faltava um ovo e não havia sinal de ter nascido a cria, foi então que procurei o ninho todo e acabei por encontrar a cria completamente fria e já não se mexia, para mim estava morta… então lembrei-me como só podia ter nascido durante a tarde ainda podia estar vivo, coloquei-a entre as minhas mãos e com os sopros de ar quente assim fui aquecendo a cria até que ela se começou a mexer ai sorri, estava viva. Depois de bem quentinha coloquei-a outra vez no ninho, hoje tem 30 dias está de boa saúde e acho que é uma boa historia para contar.
o meu sincero agradecimento ao José Carlos, pelo seu contributo.
domingo, 25 de outubro de 2009
criando... caturras
porque as caturras por incrivel que pareça, são aves desconhecidas entre os nossos criadores.
o Tiago é um jovem criador que eu admiro pelo esforço e preserverança que tem tido ao especializar-se na criação de Caturras - nymphicus hollandicus.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
criando... bourkes
desta vez calhou ao amigo Tony Nunes, responder às minhas perguntas acerca de uma espécie de que gosto particularmente, e que ambiciono um dia voltar a ter - os neopsephotus bourkii.
É um criador que se dedica especialmente aos neophemas, com bom resultados e aves de grande qualidade.
obrigado Tony ;)

Bourke opalino
1 - Há quantos anos te dedicas a esta espécie?
- Já faço criação de Bourkes (Neopsephotus Bourkii) com a dedicação actual vai para 5 anos.
- Classifico-as como aves resistentes, principalmente nas cores selvagens e os opalinos (rosa) pois já estão mais ambientados e estabilizados ao nosso clima. As restantes mutações podem ser mais frágeis devido a serem mais recentes e porque a forma como são constituídos os casais reprodutores também influencia pois querem tirar directos, logo mais fracos. Conheço vários criadores de Bourkes que criam ao ar livre.
3 - Na sua opinião, quais as principais qualidades e defeitos que a caracterizam?
- Como qualidades tenho a apontar a forma dócil e calma como os caracteriza, a sociabilidade com outras espécies e pouco ruidosas. Defeitos, nada de importante a não ser que estas aves sempre que se altera ou se muda de ambiente stressa e podem surgir problemas. Muitas das aves importadas acabam por morrer devido a todas as etapas que passam, daí as pessoas terem a ideia concebida que os Bourkes e os Neophemas são aves muito sensíveis e difíceis de manter.
4 - Que medidas de gaiolas e ninhos considera serem razoáveis?
- As medidas das gaiolas de criação que uso pessoalmente têm 1.05 m de comprido, 50 cm de altura e 50 cm de profundidade aproximadamente. Em relação aos ninhos, uso de caixa e exteriores com 35 cm de altura e 25 x 25 cm de base, o furo de acesso tem 7 cm de diâmetro.
5 - Pode-nos dizer no que consiste uma alimentação que considere adequada para estas aves?
- O adequado é para nós, porque por vezes nem sempre resulta com os outros. Eu uso na alimentação alguma variedade, a nível de sementes com boa qualidade uso uma mistura á base de alpista, depois milho painço e milho alvo, algum níger e chia, não uso nenhum tipo de girassol. Quanto a vegetais apenas 1 a 2 vezes por semana, a papa de ovo de é fundamental e indispensável na época de criação, o grit e o osso de choco.
6 - Acha necessário ou aconselhável possibilitar a esta espécie algumas horas de luz solar directa?
- Quando há essa possibilidade nada melhor, embora na minha opinião não seja obrigatório desde que se providencie uma boa e correcta luz artificial.
7 - Utiliza luz artificial?
-Sim uso, com sistema automático de controlo da luminosidade e temporizador de luz, embora nas minhas instalações as aves têm a possibilidade de receberem luz directa.
8 - Em relação à criação, em que altura começa?
-Por norma começo a colocar os ninhos em meados de Março, mas junto os casais 3 semanas antes para se ambientarem um ao outro.
9 - Quanto à escolha dos seus reprodutores, quais as características que tem mais em conta?
-A minha base é sempre tentar juntar as aves com maior porte, melhores marcações e intensidade de cor para que se aproximem ao máximo do ideal da espécie requisitado para expor, isso significa qualidade.
10- Em que casos recorre à consanguinidade para formar os seus casais?
- Por norma não o faço e evito ao máximo, embora por vezes sejamos obrigados a fazer para fixar alguma característica importante para futuras criações.
11 - Nesta espécie, quais os perigos ou detalhes que requerem mais atenção durante a época de criação?
- Não há nada de muito importante além do requerido normalmente em todas as aves na época de criação, como vigiar os ninhos o comportamento tanto dos machos como das fêmeas durante a postura e depois na alimentação das crias. Os Bourkes são bons criadores e bons progenitores, embora que algumas mutações sejam mais difíceis de criar em quantidade, pois estas exigem mais alguma experiencia e sabedoria, claro que a sorte tem de estar sempre presente.
Bourke rubino
- A linha dos opalinos é a minha favorita. Trabalho o opalino (rosa) e também o rubino, neste momento estou a tentar melhorar ainda mais o porte das aves e as retirar certas marcações provenientes dos ancestrais que são penalizadas a nível de exposição e intensificar mais a cor do rosa. Os lutinos também fazem parte das preferências e estou a aperfeiçoar o manto mantendo-o todo amarelo sem marcações rosa.
-Tiro sempre o ninho no final da criação, após a 2ª ou 3ª postura.
-Quando a época termina passo todas as aves para voadeiras com 4 m de comprido por 90 cm de largura, separando os machos das fêmeas. Aí repousam, mudam a pena e fazem a preparação para a nova época. As voadeiras têm banheiras de água onde esta se muda automaticamente 3 vezes ao dia.
- Sim tenho. É o meu objectivo ter sempre boas aves com qualidade a nível de exposição.
16 - Qual o seu método de preparação para que as aves se encontrem no seu melhor, durante uma exposição?
- Não faço nada de especial a nível de preparação que seja diferente em relação às outras que estão em repouso e a mudar. Apenas tenho o cuidado de escolher aquelas aves que a meu ver são as melhores e se apresentam dentro do ideal da espécie, depois 1 mês antes retiro-as das voadeiras e ponho-as em gaiolas individuais para que se habituem ao espaço mais reduzido.
17 - Tem alguma história, alegria ou tristeza, ou mesmo algum episódio caricato que possa partilhar, decorrente da sua criação desta espécie?
- Tenho uma que me marcou pela positiva e foi o seguinte; estava em final da época de 2006 e um casal de Bourke macho rubino e fêmea opalina tinham 5 crias já com 12 dias, quando a fêmea morreu, vendo eu que o macho não alimentava as crias e com poucas soluções, decidi transferir as crias para o ninho de um casal de Bourkes opalinos que tinham 4 crias nascidas á 3 dias na esperança que conseguissem vingar algumas.

O casal de heróis
o meu sincero agradecimento ao Tony Nunes pelo seu contributo.
sábado, 5 de setembro de 2009
criando... agapornis nigrigenis
como o prometido é devido, aqui vai a novidade que tenho vindo a preparar.
é frequente percorrermos sites e livros quando nos iniciamos numa determinada espécie, em busca de informação sobre a mesma. infelizmente muitas das vezes acabamos por esbarrar sempre nas informações mais teóricas, que apenas nos deixam ficar com uma ideia mais superficial acerca da manutenção e criação da espécie em questão. foi essa uma das razões que me deu esta ideia. porque não entrevistar criadores, mas de uma maneira diferente do habitual? ha varios sites, foruns e blogs onde se fazem entrevistas, mas aí também se abordam variados temas e espécies. e o que eu procurava era algo mais específico... e assim, resolvi dar ínicio a algumas entrevistas, pedindo aos entrevistados que esqueçam tudo e me falem apenas de uma determinada espécie, do seu agrado... para podermos todos obter conhecimentos prácticos, que muita falta fazem. não se esqueçam de comentar, sugerir espécies que gostariam de ver "entrevistadas", sugerir perguntas... etc... eu da minha parte vou tentar surpreender-vos com alguns criadores estrangeiros, a darem também os seus testemunhos de práticas de criação ;)
para a estreia, convidei o sr Arlindo Pereira que me explicou como trata dos seus agapornis nigrigenis.
Obrigado Arlindo :)
1 - há quantos anos se dedica a esta espécie?
3 - na sua opinião, quais as principais qualidades e defeitos que a caracterizam?
4 - que medidas de gaiolas e ninhos considera serem razoáveis?
5 - pode-nos dizer no que consiste uma alimentação que considere adequada para estas aves?
6 - acha necessário ou aconselhavel possibilitar a esta espécie algumas horas de luz solar directa?
terça-feira, 25 de agosto de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
uma dor de cabeça chamada GENCALC :)
ultimamente tenho lido por várias vezes, que para utilizar o gencalc, quase que é preciso tirar um curso :) nada disso meus amigos... é muito simples. só precisamos de saber quais as mutações do nosso casal. e também se são portadores de alguma coisa.claro que essa parte também acaba por ser um problema, uma vez que muitos vendedores, também nem sabem bem o que estão a vender. mas isso fica para uma próxima.
espero que esta tabela (neste caso para roseicollis) ajude nalguma coisa, e agora... que venham daí as dúvidas que ainda tiverem. se possível usem os comentarios ;)



