criando... caturras
desta vez fui chatear o amigo Tiago Neves com as minhas perguntas.
porque as caturras por incrivel que pareça, são aves desconhecidas entre os nossos criadores.
o Tiago é um jovem criador que eu admiro pelo esforço e preserverança que tem tido ao especializar-se na criação de Caturras - nymphicus hollandicus.
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Expo-Ave do COBL - 1ªs fotos
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Expo-Ave do COBL
cada vez mais próxima! para o próximo fim de semana, ficam já prometidas algumas fotos dos preparativos... entrega de aves... e julgamentos.não deixem de nos visitar.Publicada por Pedro Duarte 3 comentários
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criando... bourkes
boas,
desta vez calhou ao amigo Tony Nunes, responder às minhas perguntas acerca de uma espécie de que gosto particularmente, e que ambiciono um dia voltar a ter - os neopsephotus bourkii.
É um criador que se dedica especialmente aos neophemas, com bom resultados e aves de grande qualidade.
obrigado Tony ;)

Bourke opalino
1 - Há quantos anos te dedicas a esta espécie?
- Já faço criação de Bourkes (Neopsephotus Bourkii) com a dedicação actual vai para 5 anos.
- Classifico-as como aves resistentes, principalmente nas cores selvagens e os opalinos (rosa) pois já estão mais ambientados e estabilizados ao nosso clima. As restantes mutações podem ser mais frágeis devido a serem mais recentes e porque a forma como são constituídos os casais reprodutores também influencia pois querem tirar directos, logo mais fracos. Conheço vários criadores de Bourkes que criam ao ar livre.
3 - Na sua opinião, quais as principais qualidades e defeitos que a caracterizam?
- Como qualidades tenho a apontar a forma dócil e calma como os caracteriza, a sociabilidade com outras espécies e pouco ruidosas. Defeitos, nada de importante a não ser que estas aves sempre que se altera ou se muda de ambiente stressa e podem surgir problemas. Muitas das aves importadas acabam por morrer devido a todas as etapas que passam, daí as pessoas terem a ideia concebida que os Bourkes e os Neophemas são aves muito sensíveis e difíceis de manter.
4 - Que medidas de gaiolas e ninhos considera serem razoáveis?
- As medidas das gaiolas de criação que uso pessoalmente têm 1.05 m de comprido, 50 cm de altura e 50 cm de profundidade aproximadamente. Em relação aos ninhos, uso de caixa e exteriores com 35 cm de altura e 25 x 25 cm de base, o furo de acesso tem 7 cm de diâmetro.
5 - Pode-nos dizer no que consiste uma alimentação que considere adequada para estas aves?
- O adequado é para nós, porque por vezes nem sempre resulta com os outros. Eu uso na alimentação alguma variedade, a nível de sementes com boa qualidade uso uma mistura á base de alpista, depois milho painço e milho alvo, algum níger e chia, não uso nenhum tipo de girassol. Quanto a vegetais apenas 1 a 2 vezes por semana, a papa de ovo de é fundamental e indispensável na época de criação, o grit e o osso de choco.
6 - Acha necessário ou aconselhável possibilitar a esta espécie algumas horas de luz solar directa?
- Quando há essa possibilidade nada melhor, embora na minha opinião não seja obrigatório desde que se providencie uma boa e correcta luz artificial.
7 - Utiliza luz artificial?
-Sim uso, com sistema automático de controlo da luminosidade e temporizador de luz, embora nas minhas instalações as aves têm a possibilidade de receberem luz directa.
8 - Em relação à criação, em que altura começa?
-Por norma começo a colocar os ninhos em meados de Março, mas junto os casais 3 semanas antes para se ambientarem um ao outro.
9 - Quanto à escolha dos seus reprodutores, quais as características que tem mais em conta?
-A minha base é sempre tentar juntar as aves com maior porte, melhores marcações e intensidade de cor para que se aproximem ao máximo do ideal da espécie requisitado para expor, isso significa qualidade.
10- Em que casos recorre à consanguinidade para formar os seus casais?
- Por norma não o faço e evito ao máximo, embora por vezes sejamos obrigados a fazer para fixar alguma característica importante para futuras criações.
11 - Nesta espécie, quais os perigos ou detalhes que requerem mais atenção durante a época de criação?
- Não há nada de muito importante além do requerido normalmente em todas as aves na época de criação, como vigiar os ninhos o comportamento tanto dos machos como das fêmeas durante a postura e depois na alimentação das crias. Os Bourkes são bons criadores e bons progenitores, embora que algumas mutações sejam mais difíceis de criar em quantidade, pois estas exigem mais alguma experiencia e sabedoria, claro que a sorte tem de estar sempre presente.
Bourke rubino
- A linha dos opalinos é a minha favorita. Trabalho o opalino (rosa) e também o rubino, neste momento estou a tentar melhorar ainda mais o porte das aves e as retirar certas marcações provenientes dos ancestrais que são penalizadas a nível de exposição e intensificar mais a cor do rosa. Os lutinos também fazem parte das preferências e estou a aperfeiçoar o manto mantendo-o todo amarelo sem marcações rosa.
-Tiro sempre o ninho no final da criação, após a 2ª ou 3ª postura.
-Quando a época termina passo todas as aves para voadeiras com 4 m de comprido por 90 cm de largura, separando os machos das fêmeas. Aí repousam, mudam a pena e fazem a preparação para a nova época. As voadeiras têm banheiras de água onde esta se muda automaticamente 3 vezes ao dia.
- Sim tenho. É o meu objectivo ter sempre boas aves com qualidade a nível de exposição.
16 - Qual o seu método de preparação para que as aves se encontrem no seu melhor, durante uma exposição?
- Não faço nada de especial a nível de preparação que seja diferente em relação às outras que estão em repouso e a mudar. Apenas tenho o cuidado de escolher aquelas aves que a meu ver são as melhores e se apresentam dentro do ideal da espécie, depois 1 mês antes retiro-as das voadeiras e ponho-as em gaiolas individuais para que se habituem ao espaço mais reduzido.
17 - Tem alguma história, alegria ou tristeza, ou mesmo algum episódio caricato que possa partilhar, decorrente da sua criação desta espécie?
- Tenho uma que me marcou pela positiva e foi o seguinte; estava em final da época de 2006 e um casal de Bourke macho rubino e fêmea opalina tinham 5 crias já com 12 dias, quando a fêmea morreu, vendo eu que o macho não alimentava as crias e com poucas soluções, decidi transferir as crias para o ninho de um casal de Bourkes opalinos que tinham 4 crias nascidas á 3 dias na esperança que conseguissem vingar algumas.

O casal de heróis
o meu sincero agradecimento ao Tony Nunes pelo seu contributo.
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20/09 - foto do dia:
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criando... agapornis nigrigenis
como o prometido é devido, aqui vai a novidade que tenho vindo a preparar.
é frequente percorrermos sites e livros quando nos iniciamos numa determinada espécie, em busca de informação sobre a mesma. infelizmente muitas das vezes acabamos por esbarrar sempre nas informações mais teóricas, que apenas nos deixam ficar com uma ideia mais superficial acerca da manutenção e criação da espécie em questão. foi essa uma das razões que me deu esta ideia. porque não entrevistar criadores, mas de uma maneira diferente do habitual? ha varios sites, foruns e blogs onde se fazem entrevistas, mas aí também se abordam variados temas e espécies. e o que eu procurava era algo mais específico... e assim, resolvi dar ínicio a algumas entrevistas, pedindo aos entrevistados que esqueçam tudo e me falem apenas de uma determinada espécie, do seu agrado... para podermos todos obter conhecimentos prácticos, que muita falta fazem. não se esqueçam de comentar, sugerir espécies que gostariam de ver "entrevistadas", sugerir perguntas... etc... eu da minha parte vou tentar surpreender-vos com alguns criadores estrangeiros, a darem também os seus testemunhos de práticas de criação ;)
para a estreia, convidei o sr Arlindo Pereira que me explicou como trata dos seus agapornis nigrigenis.
Obrigado Arlindo :)
1 - há quantos anos se dedica a esta espécie?
3 - na sua opinião, quais as principais qualidades e defeitos que a caracterizam?
4 - que medidas de gaiolas e ninhos considera serem razoáveis?
5 - pode-nos dizer no que consiste uma alimentação que considere adequada para estas aves?
6 - acha necessário ou aconselhavel possibilitar a esta espécie algumas horas de luz solar directa?
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hibernação...
como aqueles que me conhecem sabem, estou a entrar naquela fase que é uma espécie de hibernação durante cerca de 3 a 4 meses. são ossos do ofício, há que trabalhar porque não se pode viver da passarada.
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25/08 - novidade do dia:
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